Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares, de Aparelhos de Radiotransmissão, de Refrigeração, Aquecimento e Tratamento de Ar, Lâmpadas e Aparelhos Elétricos de Iluminação de Cuirtiba e Região Metropolitana

05 de fevereiro de 2009

GELADEIRA: META É TROCAR 10 MILHÕES

Renovação será feita em dez anos. Intenção é baixar os juros de financiamento para até 1%

Com o objetivo de aumentar o consumo e, com isso, permitir o aumento da produção e a manutenção de empregos no setor de linha branca, o governo fixou a meta de trocar 10 milhões de refrigeradores em dez anos, dentro do novo programa de troca de geladeiras. Foi feita ontem uma grande reunião coordenada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, onde ele cobrou de seus colaboradores pressa para concluir a medida. Estavam presentes representantes dos ministérios da Fazenda, do Desenvolvimento, da Casa Civil, de Minas e Energia, do Banco do Brasil (BB) e da Caixa Econômica Federal.

O valor da geladeira deverá ser financiado por BB ou Caixa - que concederão crédito à população de baixa renda. O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse que a intenção é baixar os juros de 6% - praticados na rede varejista - para 1%. Estima-se que cada geladeira nova deva custar em torno de R $500. A projeção original era que os preços dos eletrodomésticos pudessem corresponder a, no mínimo, 30% menos do que o valor encontrado nas lojas. Isso poderá ser feito com a redução de impostos federais em toda a cadeia produtiva. Um deles é o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Em 2008, foram produzidos cerca de 5 milhões de refrigeradores. Este ano, a meta da indústria é repetir o número e, para isso, será necessário a participação do governo incentivando exportações ou o consumo interno. A intenção de Lula é anunciar as ações até o fim deste mês.

A medida tem dois impactos importantes. O primeiro deles - que pesou no momento em que o programa foi idealizado, antes do recrudescimento da crise financeira internacional - consiste na redução do consumo de energia. Esta seria, portanto, uma contrapartida ambiental. Os eletrodomésticos antigos gastam muito.

O outro ponto é o incentivo à venda de produtos novos, que vai beneficiar diretamente a indústria e ajudar na manutenção de empregos. Nesse caso, as lojas que venderão as geladeiras novas se comprometerão a levar o refrigerador usado a um ponto de reciclagem, em que a sucata poderá ser aproveitada por outras cadeias produtivas que utilizam aço, por exemplo.

Fonte: O Globo